Resistência indígena e negra é tema de espetáculo na Casa Preta


Espetáculo Kanzuá, Nossa Casa é parte de projeto de ocupação artística Enxurrada na Aldeia

Espetáculo Kanzuá Foto de Andréa Magnoni

Espetáculo Kanzuá | Foto: Andrea Magnoni

O projeto Enxurrada na Aldeia encerra seis meses de atividades artísticas e formativas com o retorno da peça Kanzuá, Nossa Casa, que segueaté dia 19, às 18h, na Casa Preta, no bairro do Dois de Julho. A montagem, que estreou em 2014 e volta em rápida temporada, tem direção de Fernanda Júlia e provoca em criadores e espectadores uma reflexão sobre a formação da identidade cultural do povo brasileiro. A investigação cênica revela o encontro das matrizes indígena e africana numa montagem teatral onde ritual, canto e movimento se integram para contar nossa história. O projeto tem apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, mecanismo de fomento à cultura gerido pelas secretarias de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e da Fazenda (Sefaz).

A partir da provocação do ator Luiz Guimarães, integrante do Aldeia Coletivo Cênico, a realização do espetáculo Kanzuá parte da necessidade de contar, numa linguagem contemporânea e na perspectiva dos caboclos, uma história costumeiramente narrada sob o olhar do homem branco. Por reconhecer a importância destas matrizes fundadoras na concepção do que chamamos hoje de Brasil, o grupo de criadores assumiu esta ideia como projeto artístico de estreia. De acordo com Luiz, “falar do caboclo é falar sobre nós, sobre nossa história, de tudo que é mais brasileiro, é falar da raiz mais profunda e esquecida.”

Enxurrada na AldeiaDentro da programação do projeto foram oferecidas atrações em diversas linguagens artísticas, como shows musicais, como o já consagrado Barulhinho, com edições especiais nos formatos Kids e hip-hop, e a estreia do Show na Aldeia. Na área teatral, o retorno da temporada de Kanzuá, Nossa Casa e a estreia da nova montagem Pindorama e espetáculos convidados, como o Eva do Coletivo das Liliths. O projeto também contemplou atividades de formação, como o Troca de Saberes e Fazeres que começa com o tema Iluminação Cênica, além de oficinas formativas com Fernanda Júlia (Ojuinam) e Maurício Pedrosa (Bonecos e Formas Animadas).

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

 

Serviço

Kanzuá, Nossa Casa

Onde: Casa Preta (Rua Areal de Cima, nº40, Dois de Julho).

Quando: 16 a 19 de junho (quinta a domingo), às 18h

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