Grupo Estado Dramático retorna à cena com o espetáculo Casa de Ferro


Apresentações acontecem nos dias 4 e 5 de novembro, às 20h, no Forte do Barbalho, e marcam o início do trabalho itinerante do grupo em nova fase

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Foto: divulgação

Em pleno Novembro Negro, o Grupo Estado Dramático retorna à cena com o espetáculo Casa de Ferro, que leva ao público a temática da diáspora africana. As apresentações acontecem nos dias 4 e 5 de novembro, às 20h, no pátio central do Forte do Barbalho, em Salvador. A Entrada é franca e a saída consciente – pague o quanto quiser.

Com direção e atuação de Maurício Assunção, Casa de Ferro apresenta passagens como o nascimento, a raiz (Terra Mãe), a captura, a travessia, o cativeiro, a evangelização, a resistência, o castigo e a transcendência metafísica do povo negro, trazendo à luz a história da população brasileira afrodescendente e sua ancestralidade. O espetáculo expõe o desenraizamento do povo africano e de sua cultura, passando pelo processo de dominação forçada e a posterior transcendência no âmbito mítico-ritualístico, mostrando a força desses seres humanos que encontraram na sua identidade ancestral o poder para lutar e propagar sua cultura.

Casa de Ferro foi o primeiro espetáculo do grupo voltado à diáspora africana e, de 2006 a 2012, já foi apresentado em festivais e teatros de diversos estados brasileiros, além de Santiago do Chile e Guiana Francesa. Este ano, o Estado Dramático traz o espetáculo novamente à cena para inaugurar um novo projeto: a carretinha itinerante Estado Dramático. Com esse palco móvel, o grupo passa a levar até o público toda a estrutura necessária para essa experiência artística. “A proposta é de alguma forma descentralizar e ampliar o alcance do teatro e de nossas pesquisas em direção aos mais diversos públicos, chegando às ruas, às universidades, às cidades do interior, aliando essa capacidade de mobilidade do teatro à qualidade necessária para a experiência artística que o grupo propõe”, afirma Maurício Assunção.

GRUPO ESTADO DRAMÁTICO – Criado em 2003, pelo artista Maurício Assunção, o Grupo Estado Dramático tem uma linha de pesquisa cênica que entende o sentimento como matéria passível de ser representada. O grupo conta com uma estrutura própria para levar seus espetáculos aos mais diversos espaços. Trata-se da carretinha itinerante Estado Dramático, um palco móvel com toda estrutura de som e iluminação preparada para proporcionar ao público, onde quer que ele esteja, uma rica experiência artística. Na linha de pesquisa do grupo o corpo-sonoro dos intérpretes dá a dramaturgia dos espetáculos e as nuances de encenação.

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